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Sexta-feira, 2/4/2021
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Gota d'agua

Simples, cristalina e bela,
Resvala a borda da folha.
Desprende do alto explode ao chão.
Desfaz-se a beleza e
Finda-se a gota d’agua,
Os cristais não duram para sempre.

Lembro pois, o cristal que é a vida,
Os resvalos em muitos dos caminhos.
No amor, desamor, no ódio, ternura
E no brilho dos cristais,
Nas rabugices humana e
Nas suas decisões insanas.

Gota d’agua somos todos nós,
No brilho e na fragilidade do cristal.
Da serventia diária de um cálice
E da fragilidade que é a vida.
Suave, doce e frágil gota d’agua,
Ferrenhos algozes de si mesmos.

Rio, 02/04/2021 (sexta-feira Santa, ano Pandêmico)

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
2/4/2021 às 10h13

 
Forças idênticas para sentidos opostos

A inevitável tendência de se complicar o básico E, a eterna surpresa ante a descoberta da simplicidade através do óbvio.

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Postado por Metáforas do Zé
1/4/2021 às 21h38

 
Entristecer

Nesta semana de luto,
Me sinto acabrunhado,
Vendo o povo a morrer,
Cristo na cruz a sofrer,
E o Brasil destroçado.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/4/2021 às 16h52

 
Na pele: relação Brasil e Portugal é tema de obra




A obra do brasileiro será lançada de forma virtual no Brasil e em Portugal. Imagem: Frame da obra de Mauricio Igor

Afinal, o que existe em comum entre Belém do Pará e a Belém Lusitana? E Brasil e Portugal? Quais são os contrastes visuais e socioculturais entre as terras além-mar e as amazônidas? São essas as respostas e provocações presentes em “De uma Belém a outra”, exposição (d)e videoperformance do artista visual Mauricio Igor, que estará disponível a partir de sexta-feira (26) nas plataformas da Uncool Artist, canal estadunidense-brasileiro de artistas, educadores e criativos independentes.
Confira o teaser da obra:




A obra problematiza temas como racismo, xenofobia, colonialismo e a existência de monumentos históricos que reforçam e renovam tais ideias colonialistas e preconceituosas. O artista retrata as discrepâncias que existem na Belém portuguesa e na amazônica, além de sentir na pele – literalmente – o que os “conquistadores” continuam a enfatizar, até mesmo em monumentos históricos.

A exposição será transmitida a partir de sexta (26, às 20h no Brasil e 23h em Portugal) no site da Uncool Artists!

O despertar para o assunto surgiu com um incômodo pessoal e estético de Mauricio. As percepções foram acentuadas em 2019, quando o artista foi contemplado com bolsa do Programa Santander de Bolsas Ibero Americanas para estudos de um semestre na Faculdade de Belas Artes na Universidade do Porto, em Portugal. Durante a vivência “na metrópole”, ele pôde sentir a sua pele negra e amazônida arder ao deparar-se com o monumento Padrão dos Descobrimentos, localizado em Lisboa.


Cartaz de divulgação da exposição. A obra também foi contemplada na Lei Aldir Blanc Pará, no edital de Artes Visuais.

O símbolo representa uma homenagem aos personagens do processo de expansão marítima de Portugal nos séculos XV e XVI em território brasileiro. Há também, em Braga, por exemplo, monumentos que glorificam atos patriotas de homens que ajudam a “pacificar” africanos no século XX, como é o caso da estátua em “Memória dos irmãos Roby”.
“Os monumentos que homenageiam e exaltam as figuras diretas nos processos de colonização também de são formas contribuir para a ideia de hierarquias entre raças e nacionalidades, pois alimentam um orgulho do colonialismo”, explica o artista.


A obra “Memória dos irmãos Roby”, que choca pelo racismo expresso. Fonte: Reprodução.

Através da exposição, Maurício pretende mostrar o quanto pequenos hábitos e práticas possibilitam a observação e compreensão da população amazônica, em especial dos paraenses, destacando nossos modos de experiência, adaptação e criatividade.
Deste modo, as navegações, que também se baseavam em princípios dominadores e racistas, parecem ter deixado ainda certo legado material e mesmo mental entre os colonizadores, como nos monumentos. Embora simbolizem a identidade nacional e o “heroísmo” do povo português, em um mundo com fronteiras cada vez mais tênues, parece ser necessário promover uma conscientização de um passado que não deverá ser repetido. Isto é acentuado mais ainda no Pará, o Estado brasileiro que possui maior número de cidades e distritos cuja origem dos nomes é Portugal, algo evidente desde o batismo de sua capital como “Belém”.


Monumento do Padrão dos Descobrimentos. Imagem: Reprodução.

Para realizar a obra, Mauricio contou com o artista pernambucano Dori Nigro, responsável pelas filmagens e produção da videoperformance. O processo foi fundamental para que a exposição fosse realizada a partir de uma perspectiva de outros corpos, identificados pela mestiçagem, pretitudes, imigração, LGBTQIA+ em um país de brancos e brandos costumes.
Entre corpos e monumentos de concreto, é certo que o debate em relação aos monumentos históricos é urgente e uma questão aberta às ressignificações. Prova disso em escala europeia foi em Bristol (Inglaterra), onde a estátua de Edward Colston, traficante de escravizados que foi derrubada.

Conheça mais as obras do artista!

Estar presente em um país que tomou as suas terras diz muito sobre o sentimento que espeta o coração do imigrante. Segundo o artista visual, “ser de um país que historicamente foi colonizado é ser visto com olhar de inferioridade. Por isso, direciono minha produção artística de forma a ver criticamente a formação e construção do Brasil e a como estas configurações afetam nossos corpos hoje”, finaliza Mauricio.

O ARTISTA
Mauricio Igor é graduado em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará. Em 2019, foi contemplado com bolsa do Programa Santander de Bolsas Ibero Americanas para estudos de um semestre na Faculdade de Belas Artes na Universidade do Porto, em Portugal.


O artista Mauricio Igor. Foto: Isa Raquel

Seu trabalho é focado em reflexões sobre o corpo não hegemônico, atravessando questões de identidades inseridas em temas como miscigenação e sexualidade. Tais processos se desdobram em fotografias, performances, vídeos, textos, intervenções e instalações. Por meio destes, participou de importantes exposições coletivas no Brasil e em Portugal, além de já ter sido capa da revista luso-brasileira Performatus em 2020.
Com a série “Ô lugarzinho pra ter viado!” recebeu menção honrosa no FotoSururu - 1º Encontro de Fotografia Criativa, em Maceió-AL, e com a criação “Como descobrir o que não é desconhecido?” também recebeu menção honrosa na Open Call Intervenções Artísticas SUPERNOVA, na cidade do Porto, em Portugal.

Quer saber mais? Chama!

SERVIÇO
Exposição “De uma Belém a outra”
Quando? Estreia 26 de março, às 20h (Brasil); 23h (Portugal)
Onde? Transmissão ao público através do site da Uncool Artists
Vale conferir também "De corpo presente", promovida pela artista, pesquisadora e arquiteta, Laura Benevides, sobre a videoperformance de Mauricio.

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Postado por Blog de Enderson Oliveira
24/3/2021 às 20h00

 
Single de Natasha Sahar retrata vida de jovem gay

Letra foi escrita pela artista no início deste ano.

Influenciada pela poesia urbana e desafiada a retratar os desafios comuns aos jovens homossexuais da periferia, a drag queen Natasha Sahar lançou o single “Quero Mais”. O trabalho, quarto de sua carreira musical, marca o início da temporada musical de 2021. O single está disponível no Spotify.

O trabalho, que foi produzido a partir de pesquisas sobre o RAP, fala principalmente sobre o enfrentamento e a superação de desafios. Segundo a artista, o single resume o desejo para que todos os cidadãos, independente da orientação sexual ou da condição financeira, tenham paz e mais amor.

“Esta canção retrata a vida de um jovem gay da periferia que, desde muito cedo, teve que lutar para superar o preconceito – tanto sexual quanto social – para atingir suas metas. Infelizmente, essa história ainda é bastante comum no país, o que comprova a importância do trabalho”, comentou.

Natasha Sahar disse que “Quero Mais” representa o anseio por dignidade e respeito de parte dos jovens homossexuais da periferia. “Na prática, é a minha história de vida. Uma história de vida que combina os sonhos do jovem à trajetória da artista, que está atuando há mais de anos”, finalizou.


BLOG | Site | Ouça no Spotify


Trajetória
“Quero mais” foi escrita por Natasha Sahar, com beat do DJ Diogenes Santos. A gravação e a edição ocorreram no Radioativo Estúdio, com Claudio Lima, em Sumaré/SP. Natasha Sahar tem outros três sucessos musicais: “Pretty Blonde” (2015), “Loka Exagerada” (2017) e “Toma Vacilão” (2020).

Conteúdo PoloAC

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Postado por Githo Martim
24/3/2021 às 10h54

 
A melancolia dos dias (uma vida sem cinema)

Vivemos dias sombrios. O "assesso" a cultura (quem não viu essa?) está cada vez mais difícil, salvo pelo streaming que nos traz aquilo que gostamos para dentro de casa. Porém, ando ausente, sinto falta da tela grande, da cadeira às vezes confortável, às vezes não. Sinto falta da ansiedade de cada festival e aquele café depois da sessão, sinto falta até das pessoas. Mas no meio dessa melancólica saudade também surgiu uma coisa boa, uma verdadeira mudança. O aluguel de uma casa nova e alguém para compartilhar. Isso me fez escavar minha coleção de DVDs e vamos assistindo, algumas vezes até transformando o filme em uma série, à nosso bel-prazer. Seguimos nos cuidando, com filmes para a cabeça, álcool em gel pro físico e amor para o todo.

Fico pensando em uma vida sem cinema. Agora, mais do que nunca, os problemas entre Cannes e Roma, de Alfonso Cuarón, um filme visto na TV não se equipara àquele que é exibido no Cinema. Gostei muito de Roma, tive oportunidade de assisti-lo nos dois formatos e estou pensando em vê-lo novamente, mas a versão de cinema é realmente algo diferente, um outro filme. Mas fomos forçados a nos acostumar com um cinema de tela pequena, como diz o ditado: quem não tem cão, caça com gato. E com gato continuamos e confesso que estou vendo surgir coisas boas, com maior facilidade de "assesso" e criando novos formatos de produção, trazendo futuros grandes cineastas a mídia.

Evito assistir a jornais, sinto falta, sempre surgia uma ou outra novidade boa. Mas o número de mortes diárias aumenta essa melancolia, se ainda colocarmos na conta o nosso desgoverno, é, fica difícil de viver. Mas como escrevi anteriormente, assim ainda caminha a humanidade. Essa situação sempre me lembra El Angel Exterminador, do Buñuel, a diferença é que ao invés de não conseguirmos sair de casa, não podemos, daí é cada um sustentando sua máscara.

Não posso dizer que não saio, preciso trabalhar, mas sinto falta daquela cerveja na sexta a noite, ainda mais nesses dias quentes. Fui ao Rio (a trabalho) e o que vi foi aquilo mesmo que ouço falar no rádio, um total descaso com a situação atual. Queria ter visitado o Rio em outras circunstâncias, durante o Festival seria a melhor escolha, se existem para esse ser coisa melhor em uma viagem além de ver bons filmes, essas são bem escassas.

Tenho preparado alguns ensaios e observações que pretendo trazer para cá em breve, farei isso como uma terapia. Mas por hora não pretendo falar de nenhum filme em específico, mas posso dizer que daqui a pouco vou fazer uma sessão de O Homem que Copiava e tenho algumas coisas interessantes sobre ele. Cuidem-se e cuidem daqueles que estão por perto. Usem álcool em gel e muita cultura para atravessarem essa distopia que vivemos e não se esqueçam que tudo isso vai passar.

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Postado por A Lanterna Mágica
23/3/2021 às 22h16

 
O zunido

A morte em si
até que nem tanto

Mas a despedida
é que são elas...

Assim como a picada
do pernilongo
que não estorva

tanto quanto seu zunido
a nos tirar o sono.

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Postado por Metáforas do Zé
23/3/2021 às 16h20

 
Exposição curiosa aborda sobrevivência na Amazônia




O artista visual paraense Mauricio Igor possui diversas obras expostas no Brasil e em Portugal. Foto: ARCES

A exposição “Ventos do Norte”, do artista visual paraense Maurício Igor, será aberta na próxima sexta-feira (19), em Belém. Instalada no Espaço Cultural Candeeiro, o público poderá “visitá-la” gratuitamente sem sair de casa através do site https://www.candeeiro.art.br/.
A exposição reúne ventiladores com gambiarras e histórias curiosas dos seus ex-donos. Isso mesmo! No processo de criação, que partiu de anúncios veiculados em postes e em redes sociais, Maurício adquiriu os eletrodomésticos das pessoas que entraram em contato para vender tais aparelhos e contar suas trajetórias, repletas de “jeitinhos”.

A exposição estará disponível de 19 de março a 19 de maio de 2021 clicando aqui!

Fundamentais nas residências na Amazônia, sabemos que, devido às altas temperaturas, fazemos o possível para manter os ventiladores em bom funcionamento, garantindo assim o mínimo conforto diante do forte calor. Para isto, muitas vezes, recorre-se a "gambiarras", isto é, pequenos e criativos ajustes que, se não resolvem de fato o problema, ao menos oferecem soluções paliativas.


Um dos cartazes pregados em postes de Belém para divulgar a curiosa ação/ processo criativo do artista. Foto do próprio Maurício Igor

“Estou bem ansioso para ver como o público vai receber a exposição, por se tratar de objetos do nosso dia a dia ali colocados enquanto obras de arte. Me agrada muito essa aproximação”, comenta Maurício. É ainda o artista que antecipa algumas das histórias curiosas: “as histórias dos ventiladores são as mais diversas, como o Mário (dei aos ventiladores os nomes de seus antigos donos) que foi consertado durante um feriado. Não havia onde comprar um novo, então foi improvisada uma base de madeira que ficou tão boa que não houve a necessidade de comprar um novo. Outra situação curiosa é que nessas histórias há alguns ventiladores que recebem apelidos, como ‘Robocop’ ou ‘esqueleto’”, antecipa.
Através da exposição, Maurício pretende mostrar o quanto pequenos hábitos e práticas possibilitam a observação e compreensão da população amazônica, em especial dos paraenses, destacando nossos modos de experiência, adaptação e criatividade.


Trecho da obra de Maurício Igor

“Os ventiladores são bem característicos aqui na região. Com o clima quente, eles fazem parte também da nossa sobrevivência e adaptação. Assim, vejo as gambiarras como estratégias de manter essa sobrevivência quando eles quebram ou apresentam algum defeito. Paralelo a esta ideia, o trabalho também levanta reflexões sobre a sobrevivência na/da própria região Amazônia e as vidas que nela residem", explica.
Por ser inovadora e se aproximar do cotidiano da população, a ideia da obra viralizou nas redes sociais e também chamou atenção de pessoas envolvidas indiretamente com sua constituição. “Após efetuar a compra de ‘Glauber’, recebi uma mensagem do motorista do Uber que o trouxe dizendo que viu o anúncio colado na parede e que tinha ventiladores como eu procurava, também comentava que um amigo tinha muitos desse. Foram relações construídas de forma orgânica, tal qual os consertos para manter a sobrevivência na região”, destaca Maurício.


Cartaz de divulgação da exposição

Tal panorama, curioso e rotineiro, toca a vida de algum modo de todos nós, se espraiando também de forma ágil e em movimentos sinuosos por diversas áreas, tal qual as hélices dos ventiladores. “Esses reflexos aparecem em diversas vertentes, como políticas, sociais, econômicas, artísticas... É como se o restante do país não nos olhasse como deveria, o que é realmente triste, pois o Norte e a Amazônia, são de uma potência e importância gigantescas", finaliza o artista.

PROGRAMAÇÃO
O projeto “Ventos do Norte” foi selecionado no Edital de Pesquisa e Experimentação da Aldir Blanc Pará, em Artes Visuais, promovido pela Associação Fotoativa. Durante a programação, estão previstas também outras atividades, como uma mediação virtual, que ocorrerá dia 26 de março; uma oficina de lambe em 16 de abril e, encerrando a exposição, o “Café com artista”, no dia 19 de maio.

Acesse a programação clicando aqui

No mesmo período, o Espaço Candeeiro receberá ainda outra exposição, “Registros Gerais”, de Rafael Matheus Moreira. Ambas possuem a curadoria de Heldilene Reale e estarão disponíveis no site do estabelecimento.

MAURÍCIO IGOR
Mauricio Igor é graduado em Licenciatura em Artes Visuais pela Universidade Federal do Pará. Em 2019, foi contemplado com bolsa do Programa Santander de Bolsas Ibero Americanas para estudos de um semestre na Faculdade de Belas Artes na Universidade do Porto, em Portugal.

Conheça mais obras de Maurício Igor acessando seu site

Seu trabalho é focado em reflexões sobre o corpo não hegemônico, atravessando questões de identidades inseridas em temas como miscigenação e sexualidade. Tais processos se desdobram em fotografias, performances, vídeos, textos, intervenções e instalações. Por meio destes, participou de importantes exposições coletivas no Brasil e em Portugal, além de já ter sido capa da revista luso-brasileira Performatus em 2020. Com a série “Ô lugarzinho pra ter viado!” recebeu menção honrosa no FotoSururu - 1º Encontro de Fotografia Criativa, em Maceió-AL, e com a criação “Como descobrir o que não é desconhecido?” também recebeu menção honrosa na Open Call Intervenções Artísticas SUPERNOVA, na cidade do Porto, em Portugal.

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Postado por Blog de Enderson Oliveira
17/3/2021 às 09h45

 
Coral de Piracicaba apresenta produção virtual

Regido por Tania Pacca Peticarrari, atividade durou cinco meses.

Foram quase cinco meses de encontros virtuais, adaptações e uma troca enriquecedora de conhecimento; uma prova de resistência e poder de ressignificação em meio à pandemia. Um porto seguro e feliz em um período tão difícil e sombrio. Todas essas palavras definem os sentimentos dos participantes do Coral Canto Alegre, projeto coordenado pela regente Tania Pacca Perticarrari, de Piracicaba (SP), que reuniu 50 vozes de diferentes idades, numa ação virtual inédita nesses tempos de isolamento. O grupo concluiu as atividades com uma produção audiovisual emocionante, divulgada pelas redes sociais.

Na apresentação do vídeo, editado por Lucas Galli, durante o último encontro no fim de fevereiro, os coralistas não contiveram as lágrimas. Muito emocionada, a pedagoga Márcia Simonetti Clemente, de Ribeirão Preto/SP, declarou que a experiência resultou num importante processo individual, mas também coletivo, onde cada um tem seu valor e todos encontram a arte dentro de si. "Devemos nos permitir."

A produção musical intercala belas paisagens naturais com os rostos dos coralistas emoldurados pelas telas de computador, cantando “Semente do Amanhã” (Gonzaguinha), acompanhados pela pianista Francine Rigitano. Em uma sequência, embalados pelo piano ritmado em som semelhante ao do movimento de um trem maria-fumaça, eles entoam o clássico “Trenzinho Caipira” (Villa-Lobos/ Ferreira Gullar), enquanto as imagens levam o expectador a uma viagem por frases de motivação.

Todo o processo foi de grande acolhida para minimizar as dificuldades do isolamento, na avaliação da neuropsicóloga Valéria Zucco Strini Matrangolo, coralista de Sertãozinho/SP. "O coral virtual foi uma proposta desafiadora, mas resultou em uma libertação a todos os participantes." Já para o analista de sistemas Júlio César Franco, de Piracicaba/SP, cantar é "um bálsamo" e a participação no coral serviu como porto seguro nesses meses. "Foi a representação do quanto somos fortes juntos, uma atitude de resistência em meio à pandemia", disse.

Na dinâmica do processo, as aulas eram realizadas semanalmente, em uma sala virtual onde todos se encontravam on-line com a pianista e a regente, que é educadora musical especializada em regência coral há mais de 30 anos em Piracicaba e coordena a Teia Vocal, programa que proporciona a música como ferramenta de desenvolvimento humano. Apesar da carreira, essa foi sua primeira experiência com coral virtual. "Estou feliz porque deu muito certo. Diferente do coral presencial, em que todos se ouvem, virtualmente as aulas privilegiavam a percepção da própria voz, do ouvir-se sozinho e tomar consciência individual”, destaca Tânia.

Foi justamente essa dúvida que despertou a curiosidade do projetista Salvador Blat Anton, de Piracicaba. Ele não acreditava que pudesse ser possível o canto coral virtual, pois já participava presencialmente e confiava que, uma característica dessa atividade, era a soma das vozes em uníssono. "On-line, todos cantariam separados, mas essa experiência somou pelo desejo de fazermos juntos."



Projeto renovado
O projeto de canto coral começou a ser desenvolvido presencialmente pela regente Tânia em agosto de 2017, com patrocínio da Oji Papéis Especiais, envolvendo funcionários e moradores do Bairro Monte Alegre, onde a empresa está instalada. Em 2018, ganhou apoio da Lei de Incentivo à Cultura, com realização da Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo.

Com a pandemia, tudo precisou de adaptação e, para dar continuidade ao objetivo de proporcionar às pessoas o contato com a linguagem musical e com o desenvolvimento pessoal por meio de exercícios rítmicos, corporais, de respiração, técnica vocal e experiências que vão além do cantar, Tânia decidiu encarar o desafio de formar um coral virtual.

Encantada pela proposta virtual, a Oji Papéis Especiais patrocinou novamente o desafio por intermédio da Lei de Incentivo à Cultura, com realização da Secretaria Especial da Cultura e Ministério do Turismo. Para Mônica Salles, do departamento de Comunicação e Sustentabilidade da Oji, "o Coral Canto Alegre atua com competências humanas que extraem o melhor dos participantes". A atividade, segundo Mônica, envolve autoestima, disciplina, concentração, trabalho em equipe e sentimento de pertencimento a um propósito coletivo e de bem. "Por isso, a Oji Papéis entende o valor desse projeto, que cuida das pessoas de uma forma muito especial.”

Um dos desejos de Tânia, da pianista Francine e de todos os coralistas, é que o projeto possa ter continuidade e se expandir futuramente. "O Coral Canto Alegre é outra forma de se autoconhecer, por outro ângulo, trabalhar com vivências musicais como um caminho além do desenvolvimento musical, mas de reflexão sobre a vida e as relações humanas”, ressalta a regente."


Para conferir a produção musical, assista o Coral Canto Alegre no Youtube (clique aqui).


Ficha Técnica Audiovisual
A produção audiovisual do Coral Canto Alegre tem regência e coordenação de Tânia Pacca Perticarrari, piano de Francine Rigitano, assistência de produção de Maria Angela Perecin Foltram, organização de mensagens Sandra Regina de Oliveira e edição de Lucas Galli. Músicas: "Semente do Amanhã" (Gonzaguinha/arranjo Tânia Pacca/arranjo instrumental Francine Rigitano) e "Trenzinho Caipira" (Villa-Lobos/letra de Ferreira Gullar/arranjo Tânia Pacca/ arranjo instrumental Rubens Ricciardi adaptado por Francine Rigitano)."


Conteúdo PoloAC

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Postado por Githo Martim
16/3/2021 às 11h49

 
Autocombustão

Chama sem pavio
Rebeldia sem causa
Marca sem sinal
Fogo à toa
Fogo de fato...

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Postado por Metáforas do Zé
15/3/2021 às 10h26

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