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Quarta-feira, 7/10/2020
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Normal!

Nem você, nem eu e ninguém,
Aceita esse novo normal para a vida.
Eu quero, você quer e todos querem,
A nossa normalidade perdida.
Mas onde perdemos o nosso normal?
Quão infame esse tempo doentio,
Perdemos a nossa face, o nosso sorriso,
A sensatez e o equilíbrio da alma.
Eu quero, você quer, todos nós queremos,
O normal da palavra ontem.
Ela, pois, é passado,
O tempo não nos fala do amanhã,
E mesmo assim eu grito,
Você grita e todos gritam.
E que esse grito não seja uma palavra vã.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
7/10/2020 às 17h45

 
Os bons companheiros, 30 anos




“Quando a polícia siciliana finalmente quebrou a máfia no começo dos anos 90, prenderam alguém – esqueço o nome dele, mas era o segundo no comando – e um repórter italiano perguntou para ele se havia algum filme fiel sobre aquele mundo. E ele disse: ‘Ah, ‘Os bons companheiros’, na cena em que o cara diz ‘Você acha que eu sou engraçado?’. Porque essa é a vida que a gente leva. Você pode estar sorrindo e rindo num segundo e [estala os dedos] numa fração de segundo está numa situação em que pode perder a vida”.

Esse depoimento de Martin Scorsese é a melhor descrição e metáfora de seu filme, “Os bons companheiros” (“Goodfellas”), lançado em 1990. Um filme que se tornaria, como outros do diretor , um ícone do cinema por, dentre tantos motivos, a inventividade da linguagem e da representação.

Talvez, inventividade não seja a palavra certa. A película do diretor norte-americano é mais do que isso. Ela faz parte de um gênero e, ao mesmo tempo, o subverte; é linear, não sendo previsível; é sobre o poder, mas quem atira sempre é o instinto.



A trajetória de Henry Hill ( Ray Liotta ) de menino a homem encantado com o mundo da máfia, nos é mostrada em uma narração que parece nos trazer os elementos perfeitos de mais uma história de gangsters. Mas Scorsese não se trai.

“Pensei no filme como uma espécie de ataque” (“Conversas com Scorsese”, de Richard Schickel), diz ele. Essa fúria é a grande marca desse frenesi imagético. Scorsese quer que o espectador, como Joe Pesci (Tommy), sinta o coice da Magnum 44 romper, inesperadamente e, ao mesmo tempo, em slow motion, paralisar você. Pow! Pow!

Isso pode parecer um elogio à violência gratuita e, como nos filmes conhecidos de gangsters, transmitir uma sensação de onipotência e glamour. Mas o filme não é apenas um contraponto desse gênero. Ele é, principalmente, a ascensão e derrocada desse mundo. Não é uma tragédia, e não é uma expiação.

Aqui, o padrão não é “O poderoso chefão” , e sim o belo e, esse sim, trágico, “Inimigo público nº 1” (1931), de William A. Wellman , com a interpretação que projetou James Cagney para a glória.



Scorsese conta sobre o espanto da plateia ao exibir o filme para o elenco do seu “O aviador” (2005). O que impressiona, diz o diretor, é seu aspecto violento, mas de uma violência que mais se oculta do que se mostra.

Sob esse aspecto, “Goodfellas” seria exatamente o oposto do filme de 1931. Mas, o que está em jogo, além da exibição dessa violência “escondida”, é, como em os “Os bons companheiros”, ambos os protagonistas mergulham (não submergem, é diferente) nessa vida impulsiva e se deleitam com o poder. É, demasiadamente, humano.



É isso que confere à essa obra um de seus fascínios. Esse filme não apenas quebra a ideia do gênero filmes de gangsteres, como se convencionou mencionar. É a mão do narrador que confere a ele o status de obra de arte.

Como diz Edward Buscombe em “A ideia de gênero no cinema americano”, “a principal justificação do gênero não é a de que permite a diretores meramente competentes fazer bons filmes (embora possamos estar agradecidos por isso), mas a de que permite a bons diretores tornarem-se melhores ainda”.

Scorsese, como sempre, imprime sua mão, para lembrar uma expressão de Walter Benjamin utilizada aqui, provavelmente, de modo indevido, na argila de sua experiência. Sua história é a de ítalo-americanos, mas seu filme é sobre o viver indomável.

Na edição especial em DVD do filme, Thelma Schonmaker, sua montadora, ilustra, em sentido próximo, esse aspecto. Diz ela: “esse foi um daqueles filmes que montamos como um cavalo. Foi tão bem escrito e moldado por Pileggi (autor do livro, “Wiseguy”, que deu origem ao filme e também roteirista da película junto com Scorsese) e Marty (Scorsese), que tinha sua própria energia, sua própria força. Enquanto Marty o criava, já sabíamos que seria incrível. Era muito forte e tinha muito ritmo”.



Força e ritmo. É a síntese dessa linguagem que atravessa todo o filme. A cena dos corpos exibidos em diferentes lugares é guiada pela música; o close em Jimmy Conway (Robert De Niro) no balcão destaca seu contido cinismo. Sim, forma e conteúdo. É impressionante que, hoje, isso pareça, cada vez mais, algo raro.

Basta ver, por exemplo, outras duas sequências icônicas, a da entrada de Henry no Copacabana em uma única tomada usando uma steadicam (novidade na época) e o final frenético do neurótico personagem. Inventividade não é a palavra certa.

“Os bons companheiros”, como grandes obras, foi tão imitado, copiado, citado e, como sempre, na maioria das vezes, das piores formas, que, talvez, jovens cinéfilos acreditem que Tarantino tenha criado o contraponto imagem/trilha sonora.



A clássica cena, “Você me acha engraçado?” em que Joe Pesci e Ray Liotta improvisam só pôde ser realizada exatamente porque forma, conteúdo e ritmo formam um único elemento fílmico.

Inimitável, porque moldado em força e ritmo, a obra prima de Scorsese ainda espanta, encanta e vibra. Como a vida na qual “você pode estar sorrindo e rindo num segundo e [estala os dedos] numa fração de segundo está numa situação em que pode perder a vida”.


Este texto foi publicado em 27/09/2020 no Diário Online

Relivaldo Pinho é autor de, dentre outros livros, Antropologia e filosofia: experiência e estética na literatura e no cinema da Amazônia, ed.ufpa.
Site: Relivaldo Pinho
[email protected]

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Postado por Relivaldo Pinho
7/10/2020 às 16h23

 
Briga de foice no escuro

Lutar sem
conhecer
o
adversário

A peleja,
somos eu
e meu
pensamento

E estamos
conversados...

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Postado por Metáforas do Zé
7/10/2020 às 15h01

 
Alma nua

Lembrei os sonhos tão somente,
Os sonhos de um mundo irreal.
Um mundo habitado pela mente,
Inclemente com a razão ideal.

Qual será o ideal da reminiscência?
Saberias tu narrar a contento?
Ai de ti! A mim, não me cabe,
Não tenho o tal discernimento.

Se o sonho teu é um desalento,
Transtorno à vida, aquela que é tua.
Desnuda-te das vestes fugazes,
Retém em ti a pureza da alma nua.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
5/10/2020 às 23h41

 
Perplexo!

O Brasil vive a pandemia do Covid-19,
Vive uma endêmica corrupção política,
Passa por um descrédito internacional;
Mas o governo não aceita a crítica,
Perplexidade de um povo: vida e morte.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/10/2020 às 18h01

 
Orgulho da minha terra

Quantas saudades eu sinto
Nas lembranças engavetadas,
Do meu vovô e vovó,
Da minha mãe muito amada,
Do meu pai empreendedor,
Das flores e do beija-flor,
Do campo e da passarada.

No campo, minha primeira morada,
A minha escola também,
Dos versos que escrevi,
Ao gorjear de um vem-vem,
Do pôr do sol escaldante,
Desse, eu continuo amante,
A natureza propicia o bem.

Nas lembranças vou muito além,
Das coisas ligada ao meu torrão,
Do cafezal na florada,
Do sisal e do açafrão,
Das noturnas farinhadas,
Folia de rei com a moçada,
Das noites de luar do meu sertão.

Pulsa forte o musculo do coração,
Ao lembrar dos terços e das novenas,
No São João a fogueira crepitando,
Em junho, de Santo Antonio a trezena,
Em maio, terço a virgem Maria,
Reinava a paz e a alegria,
Vizinhança se contava as dezenas.

Hoje, segurando a minha pena,
Transcrevo o que a mente dita,
Na várzea o verde do arrozal,
O fumo, uma plantação bonita,
Pessoas a colherem o algodão,
Ensacados sobre fila ao chão,
Pelo ser que na terra acredita.

A chuva era a lágrima bendita,
Caindo das nuvens em profusão,
Logo os córregos se formavam,
Corriam terra abaixo em direção,
Ao rio que da serra despencava,
O açude, enchia e transbordava,
Dando vida a toda vegetação.

O homem sentia compaixão,
Do outro, o menos afortunado,
Lhe concedia água e alimento,
E isso era de bom agrado,
Diante de Deus o onipotente,
A fé sempre foi onipresente,
E assim também eu fui criado.

Hoje, não posso ficar calado,
Diante da tamanha exploração,
Da terra que me deu tanta nobreza,
Bons costumes e a boa educação,
Paro e penso com um imenso cuidado,
Se hoje, sou eu bem-aventurado,
Orgulho-me ao pisar sobre esse chão.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/10/2020 às 15h28

 
Assim ainda caminha a humanidade

Lá em 1956, George Stevens lançava um dos maiores clássicos de sua carreira. Carreira essa interessante, onde figuram filmes como Um Lugar ao Sol (1951) e Os Brutos Também Amam (1953). Giant (Assim Caminha a Humanidade, no Brasil) é uma adaptação do best seller homônimo de Edna Ferber, do qual Stevens teve um grande trabalho para comprar os direitos, mesmo antes do livro ficar famoso. Assim como nos outros dois filmes mencionados, o diretor trabalha a visão comportamental do cidadão norte americano da época, o que sempre causou problemas tanto para ele, quanto para a autora do livro. Podemos dizer que os texanos ficaram ultrajados vendo todo o seu machismo e racismo sendo expostos para o mundo inteiro.

A narrativa percorre três gerações de uma família texana tradicional. Começando com Bick (Rock Hudson) que vai até o leste do país para comprar um cavalo reprodutor e acaba voltando casado com Leslie (Elizabeth Taylor), uma mulher sensível para os parâmetros de sua terra, mas que aprende rápido e se torna tão dura como os texanos, isso sem perder sua amabilidade. Taylor está sensacional em cena, sua personagem é uma mulher decidida e que sempre levanta questões conservadoras, sempre mostrando que embora estivesse casada, era uma mulher independente e dona de si.

O lado oposto de sua personalidade é Luz (Mercedes McCambridge), irmã de Bick, Luz é uma solteirona, feita aos moldes sulistas, daquelas que toca o gado e colhe a plantação. É interessante ver a diferença dessas duas personagens em relação a ideia que a história traz, como uma quebra de tabu, isso lá nos anos 1950.

Entre o casal está um personagem que se tornou um ícone do cinema, Jett Rink. Interpretado por James Dean, o personagem tem um papel importante na vida do casal e como um personagem na crítica que o diretor procura apresentar. Rink é um empregado diferente dos outros, embora trabalhe para Bick, é um dos poucos que é texano. Sua vida não é fácil, o que lhe garante o emprego é o carinho que Luz tem por ele. Esse carinho vira um pequeno pedaço de terra, que Luz deixa para o rapaz depois que morre, decorrente a um acidente de cavalo. Rink encontra petróleo e, a partir daí, passa a ser uma pedra no sapato de Bick.

Quando falamos sobre Assim Caminha a Humanidade, precisamos falar sobre a cena em que o juiz da região vai apresentar o testamento de Luz. Os homens mais importantes estão reunidos, todos para convencerem Jett a aceitar o dinheiro que equivale ao dobro do valor do terreno. Mas em uma das cenas mais memoráveis de James Dean, quiçá do cinema, ele recusa e vai embora.

Com essa narração genérica, muitas coisas acontecem nesse meio tempo e posteriormente, mas posso dizer que assim ainda caminha a humanidade. No filme, vemos todos esses problemas sociais, que podem ser associados a cultura do lugar/época, mas tudo evolui e sempre esperamos que seja para melhor. Isso acontece no decorrer da história de Ferber, Bick só passa a ser herói, aos olhos de Leslie, quando se levanta e discute, briga e apanha de um cozinheiro de lanchonete, racista.

Porém, 68 anos depois (o livro foi lançado em 1952), vivemos um retrocesso e parece que nada aprendemos com o passado. O mundo continua tão duro para aqueles que buscam acabar com esses problemas sociais quanto era naquele Texas. Isso faz parecer que estamos parados no tempo, estagnados. Mesmo com tantas Leslies atuando fortemente por mudanças, raramente temos Bicks dispostos a aprenderem que nem tudo é o que era e que não precisam ser.

Enquanto vejo o fascismo covardemente no sopé da porta, imagino se seria possível convidá-los para assistir uma cena ou outra de Assim Caminha a Humanidade (como aquelas em que Leslie "discute" sobre negócios ou que Bick briga na lanchonete). O cinema, assim como outros meios de cultura, tem muito a nos ensinar, talvez por isso ele seja tão temido por aqueles que possuem o poder. Mas, sabendo a incapacidade de um diálogo coerente com essas pessoas, a gente segue indo, esperando fazer jus ao que pregamos.

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Postado por A Lanterna Mágica
27/9/2020 às 12h49

 
Três tempos

Eu tenho três mudas de roupa de cama. Uma pra faculdade no fim de semana, outra pra casa e a terceira pra roça onde dou aula. Minha aflição de noite é acordar e não saber em que lugar estou. Tem vez que levanto, me assusto com as sombras, volto pra cama, o sono tarda. As estradas passando debaixo da Kombi não me saem da cabeça. Já falei que no dia em que estiver com o diploma na mão, eu não quero saber de mais nada. Vou trabalhar num banco ou numa repartição. Nunca pensei em ser professora. Quando vi já estava dando aula. Cada sala de aula, uma, nem mesa pra assentar. E quanto mais no mato pior. As coisas mais tristes, igual numa escola dum lugarejo onde eu tinha que botar comida na boca dum menino pequeno que a irmã levava pra aula porque eles não tinham ninguém no mundo.

Eu falo que não aguento mais, só na hora da raiva, depois esqueço. Tem coisas que dão no nervo: a notícia dum aluno que larga da escola pra panha do café, ou a menina na TV pegando errado no lápis.

Tudo começou ainda de pequena na fazenda dando aula pras bonecas de palha que eu fazia. Até esquecia de comer. Tinha vez, mamãe aparecia com um prato dum agrado dizendo pra soltar as crianças pro recreio. Todo dia eu sentava, fazia a chamada, passava um pito num e noutro e começava. A aula que assistia de manhã, eu repetia pra elas. Os nomes eram os mesmos dos meus colegas.

No ginásio comecei a dar reforço pros irmãos e pros vizinhos. Quando vi estava terminando o magistério. Mas o pior foram as viagens pra faculdade. Num fim de semana a Kombi estragou e a gente ficou um tempão esperando socorro. Se chovia forte, a estrada virava um mingau, as ribanceiras, só Deus. Tinha vez, se não descia pra empurrar, passava a noite na estrada. Um dia na subida da serra perto de onde o padre Júlio Maria morreu, o barranco veio abaixo, por pouco não pega a Kombi.

Na faculdade, era a conta de chegar e engolir um lanche. Depois da aula a sala virava dormitório. A turma amontoava as carteiras nos cantos e espalhava os colchões. No sábado, o dia inteiro, as horas custavam a passar. Voltava pra casa, batia na cama e não via mais nada. No domingo, a mãe, agrado e carinho. O pai, apesar da resistência — não queria que eu fizesse faculdade, lugar de mulher é em casa, sempre dizia —, entendia a minha obstinação e mesmo carrancudo não deixava de me olhar com ternura.

No primeiro dia de aula na roça, na hora de dormir, jurei que não ficava naquela escola: a sala de chão batido, as carteiras sem encostos, nem quadro direito. Ali eu não botava mais os pés. Na hora de voltar pra casa pra pegar a Kombi pra faculdade na sexta-feira, um aluno que não tinha falado nada desde o primeiro dia, nem com os colegas, chegou perto, tocou o meu braço, perguntou: “Televisão é bonito, professora?” Eu sentei no ônibus, baixei a cabeça, fiquei com raiva de mim e jurei que nunca ia abandonar os meninos.

Todo ano é a mesma coisa: os rios enchem, transbordam os açudes, as jabuticabas estufam. As crianças entram na escola, afeiçoam-se a mim, trazem flores do mato, me abraçam, desaparecem duma hora pra outra. Chegam outras ocupando os lugares das que foram, tudo tão transitório, tão rápido. Eu não sei quando isso tudo vai acabar, se vai acabar.

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Postado por Blog de Anchieta Rocha
12/9/2020 às 16h10

 
Matéria subtil

Nem tudo
o que se tange
ou nos tange
é visível...

Absorve-se brisas
assim como
quem se musifica

Música & Brisa
absorvem o corpo
e o corpo
absorve o espírito

O espírito absorve
O que fica.

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Postado por Metáforas do Zé
10/9/2020 às 12h25

 
Poder & Tensão

Nas ondas do mar, nas ondas sonoras, nas ondas de ventos, nas ondas da emoção, nas ondas magnéticas,... é por onde anda a humanidade... Sem ondas o mundo desanda...

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Postado por Metáforas do Zé
8/9/2020 às 21h47

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