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Terça-feira, 19/5/2020
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Natureza poética

Fico a contemplar,
Raios do sol escorrendo,
Por sob o horizonte,
O dia que vai morrendo.

Quando o sol se esconde,
Estrelas brilham no céu,
O suave canto de um sabiá,
Nas cifras do natural menestrel.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
19/5/2020 às 22h30

 
Esperando você

Menina que brinca e dança,
Sorri se sacode e não cansa,
Cabelos na cor do mel.
Saudades me bate e avança,
Na falta de você Muriel.

O vovô espera todos os dias,
No peito, uma agonia,
De quem espera te vê.
Sorrindo, brincando, bailando,
Muriel, assim é você.

Você é o sonho realizado,
Dos avós apaixonados,
Vendo você crescer.
Cresça devagarinho,
Os avós bem velhinhos,
Esperando você.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
19/5/2020 às 16h41

 
No cortejo das águas

Olham meus olhos e pensamentos
pequenos cisnes a deslizar pelo verde
da barra na parede.

Enquanto contemplo o sossego do nado,
lambem-me a pele regatos transitórios.
Imersa em mim, embalo meus rios de memórias
nesse cortejo das águas e aves de azulejo.

À hora do banho, um pouco de nós se vai.

(Do livro: 50 poemas escolhidos pelo autor)

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Postado por Blog da Mirian
17/5/2020 às 11h07

 
Interiorizando-se

Não vim para ser estrela,
Tão pouco constelação,
Respeito o prazer do corpo,
Na alma sentimento e emoção,
A simplicidade me encanta,
Me sufoca a garganta,
Se maltratam um coração.

A boa vida, assim seria,
Como homem, assim serei,
Prozas, versos em poesia,
Podes, pois, dizer bom dia,
E assim eu vos direi,
Que vivas tu, a tua vida,
A minha vida, eu viverei.

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
4/5/2020 às 22h25

 
Águas originárias

Das coisas que, em simultaneidade,
passaram e não passaram, regozija-me
o ter tido e o não ter tido tempo.
O ter sido paixão e cio.

Da escuridão ao dia seguinte,
viver ou ter vivido na confluência
das horas e intervalos.

Da fonte, soubesse eu.
Antes, muito antes.


Eros, cingindo-me o sexo
à vertigem das águas
originárias.

(Do livro Vazadouro)

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Postado por Blog da Mirian
3/5/2020 às 17h31

 
Profundas raizes

Foi bem na subida, aonde eu morei,
No pé da colina, diziam os amigos,
A casa se erguia por entre bananais,
As folhas se agitavam aos vendavais,
Era a cruviana de todos o pior castigo.

Atravessava-se o córrego das chuvas,
O caminho que fazia um zigue-zague,
E logo ali via-se, bem ali, estava a casa,
Bueiro a fumaçar, no fogão fogo e brasa,
Há uma saudade e não há quem a apague.

Havia uma mangueira, defronte ao terreiro,
Arvores frutíferas em torno da velha casa,
As jaqueiras do cavalo, Egídio e o pezinho,
Nomeados pelo uso, segundo os vizinhos,
Das chaminés, fumaça, lenha, fogo e brasa.

Nas tardinha, da janela do oitão eu espiava,
O dourado do sol e a pradaria avermelhado,
Rapinas buscando abrigo, na alta cupiubeira,
Também nas alturas das majestosas palmeiras,
De prata e dourado, nosso céu era mesclado.

Quando do arrebol, nas manhãs de primavera,
Mirava ao nascente, muito além do horizonte,
Guardei as belezas em minha reminiscência,
Sinto saudades e supro as minhas carências,
Qualquer caminho, me leva a seguir a fronte.

Saudade de tudo que deixei na minha terra,
Da simplicidade de uma gente acolhedora,
Das sombras embaixo dos velhos juazeiros,
As jaqueiras, mangueiras e copados cajueiros,
Guardo na mente, lembranças acolhedoras,

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Postado por Blog Feitosa dos Santos - Prosas & Poemas
1/5/2020 às 14h02

 
O Romanceio de um Passado de Antepassados

Escrever, não há duvida, é um ato solitário. É ainda mais solitário quando a obra depende tão-somente da imaginação do autor, como é o caso da ficção. No entanto, quando é resultado de pesquisas, observações, reflexões, anotações de viagens, entrevistas, e contato direto, in loco, com fácies geográfica adversas, sem ter por base apenas a criação, o fato de estar recluso perde o caráter de isolamento, uma vez que a evidente especificidade dos fatos aproxima o autor do realismo, tornando-o cúmplice do meio e das personagens, isentando-o, portanto, de culpas que não justifiquem a sua solidão.

As consultas referentes à história do Brasil, como a viagem da família real pelo Oceano Atlântico, eu usei breves relatos de 1808, livro de Laurentino Gomes; excelente fonte de pesquisas; Os Sertões, de Euclides da Cunha, também me seduziu, inspirando-me a forma de descrever a geografia, exercendo em mim forte influência na jornada por terra. Porém, à proporção que eu escrevia, conflitos foram-me surgindo, questões e dúvidas me incomodando: “Como escrever a respeito duma família fugindo da invasão napoleônica à península Ibérica?” “Como contar o embarque? A fuga de Portugal?” “Como narrar a viagem pelo Oceano Atlântico?” “E a penosa jornada pelos sertões da Bahia?” “Como relatar fatos ocorridos há mais de duzentos anos?” Estas e outras dúvidas me perturbavam... “Como então devo proceder?”... Em suma, após tomar consciência e assumir as limitações impostas, eu me aventurei mais na “realidade” dos mitos, das histórias faladas e ouvidas, sem jamais deixar de lado o que de fato foi verdade.

A história de José Camillo de Souza Leão e seu meio-irmão Capistrano Antuñez de Souza Leão, líderes que deram origem a várias famílias, foi-me contada por um idoso, contemporâneo de meu avô materno, em 1977, século passado, ao visitá-los na Chapada Diamantina, no antigo povoado de nome Pedras; esse meu avô veio a falecer no início da década de 1980, aos 98 anos de idade. Ao acaso, por mera curiosidade afetiva e respeito, eu passei a ouvir esse senhor de nome Daniel Camillo***. Era um senhor de memória invejável, não se perdia nos preâmbulos, nem se embaraçava em anacronismos; homem lúcido, afável e de voz envolvente, sempre relembrando de fatos como se fossem ontem, de pessoas e do meio em que nasceu e se criou.

Com o tempo, a ideia amadureceu.

Ao retornar à região, anos depois, as conversas amenas que tive com seus parentes e antigos moradores, escutando-lhes velhas proezas e infortúnios de seus antepassados, eu as fui ordenando, ao ponto de conservar indeléveis em minha memória. Assim, à medida que visitava mais amiúde o lugar, ali permanecendo mais tempo, as ideias se concatenavam, encorpavam-se, brotando em mim a vontade de romancear esses longínquos antepassados desse senhor de nome José Camillo de Souza Leão, que, a partir de agora, será chamado José Camillo, ou, simplesmente, o Patriarca.

A princípio, não obstante as dificuldades, decidido eu fui à cata de antigos documentos de sua família como registro em cartório e de batismo, muitos em péssimo estado de conservação, ilegíveis até, obstáculos esses que não me demoveram os propósitos. De modo que, devido aos entraves, limitei-me mais aos batistérios, raras certidões de nascimentos e livros de registros de casamento, uma vez que a indigência e escassez de documentos antigos são quase totais. O batistério, que é a certidão de batismo da época, por ser o mais preciso, foi a fonte em que mais me ative, pois, além de servir de certidão e documento pessoal, abonava o súdito como cristão católico –– (no tempo do Brasil Império, documentos mesmo só para os bem nascidos, privilégio de nobres, herdeiros de cabedais e títulos) –– assim sendo, as fontes pesquisadas não dão veracidade a fatos ocorridos há mais de dois séculos. Não são confiáveis; serão, portanto, aceitáveis.

A partir de então, mesmo assim, dediquei-me com afinco, chegando a essa leva de antepassados, isto por volta de 1800, uma vez que hoje é a décima geração; retroagir mais daí, tornara-se para mim, no momento, impossível.

Houve apoio, incentivos e disponibilidades. Acolhidas não faltaram, tanto de parentes próximos e afastados, e, também, de antigos habitantes, os quais, por terem um passado em comum com seus ascendentes, transmitiram-me valiosas informações. Histórias as quais ouvi e anotei e gravei de velhas histórias de Portugal, e de outros países europeus, que aqui desembarcaram e que viam, nas terras da Chapada Diamantina, um novo Eldorado. São vozes de longínquos antepassados, talvez inexistentes, míticos frutos do imaginário familiar e coletivo, tidos como verdadeiros por força da repetição oral. Algumas histórias absurdas, beirando o ridículo, outras, relatadas com tal realismo, que se apossaram do meu espírito como se cada episódio, de fato, houvesse acontecido. “Ardentes Trópicos, Uma Jornada Sem Volta” é um livro para ser “folheado” de espírito leve, despretensiosamente.

Mas, enfim, eu gostaria de agradecer mais famílias com quem mantenho até hoje afetivos laços. Todavia, receio incorrer em erros com a omissão de alguns sobrenomes de pessoas com as quais convivi até o momento de finalizar este trabalho; mas, de qualquer forma, eu o dedico a todos, pois são eles as verdadeiras personagens e heróis desta aventura, permeada de avanços e atribulações; limitar-me-ei, destarte, a agradecer as sugestões próximas, distantes e diferenciadas, as quais me deram subsídios e conteúdo.

Texto do livro de Renato Leal Sena

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Postado por Ezequiel Sena, BLOG
27/4/2020 às 17h44

 
Declínio‬ e Queda de Moro Ministério da Justiça

Sempre me pareceu um erro o Sergio Moro ter aceitado o cargo de ministro da Justiça.

A meu ver, seria um erro em qualquer governo. Um juiz, na minha concepção, deveria ser neutro e não participar de nenhum governo ou partido.

Desde o começo estava claro que Jair Bolsonaro pretendia usar Sergio Moro para conferir reputação ilibada ao seu governo.

Mas aí, como em muitas situações, vale a frase de Margareth Thatcher: “Se você precisa dizer que é uma lady... é porque você *não é* uma lady.”

O que sempre me impressionou é que Sergio Moro concordou em ser usado por Bolsonaro e teve de se calar - ou de se abster de comentar - em situações grotescas, como, por exemplo, essas da pandemia, em que o presidente insistiu na “gripezinha”, desafiando o vírus, o bom senso, a lógica - e colocando em risco, como se diz, a saúde de milhões de brasileiros.

Quantas vezes nos perguntamos: “Onde está Moro? Por onde anda? Será que ele concorda?”.

Pelas declarações de Bolsonaro depois do rompimento, ficou claro que Moro nunca se sentiu à vontade na posição, nunca foi próximo do presidente e, em seu próprio depoimento, quase lamentou ter abandonado a magistratura.

Não tenho pena dele. Pelo menos utilizou o cargo para, num último ato, desmascarar o presidente, e sua falsa postura anticorrupção, revelando um desconhecedor completo do funcionamento de um órgão como a Polícia Federal, ou fazendo-se de desentendido para prevaricar mesmo.

Bolsonaro se elegeu não porque fosse bom. Na verdade, foi eleito, justamente, porque não se queria eleger “o outro”, ou “o partido do outro”.

O voto útil está longe de conferir unanimidade a alguém, só que Bolsonaro acreditou que ele era “o cara”. Não era nada. E deve voltar para o nada de onde veio.

O episódio Moro demonstra que não adianta querer transformar o que é ruim em bom, ou o que é um quebra-galho num governo de salvação nacional. Bolsonaro era um deputado folclórico do baixo clero, não tinha como virar do avesso.

E se eu fosse o Paulo Guedes, iria embora logo, enquanto é tempo. “Ah, mas o governo vai afundar sem ele”. Já afundou. “Ah, mas a economia vai afundar sem ele”. Já afundou também. “Ah, mas o dólar vai explodir sem ele”. Já explodiu. E vai continuar explodindo, com ele ou sem ele.

Imaginem de quantas “lives” o Paulo Guedes vai ter de participar, e de quantos bilhões (ou trilhões) ele vai precisar, para tentar contornar, minimamente, a saída de Sergio Moro (a última reserva moral do governo)?

Haja gogó, Paulo Guedes, e haja promessa de dinheiro sem lastro. O ministro bem que tentou. Só que a “janela de oportunidade” para o nosso liberalismo se encerrou. Mudamos de “slide”, PG. O estado mínimo - aquele que iria nos salvar - agora está nos matando...

Mas estou tergiversando. Eu queria falar da minha decepção com o Moro e da sua tentativa de redenção. Se tiver ferido o governo Bolsonaro de morte, acredito que terá cumprido a sua função.

Agora, se esse governo continuar se degenerando, e *nos* degenerando como nação, vou lembrar que o Sergio Moro participou dele, e que o Paulo Guedes continuou participando (mesmo depois)...

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Postado por Julio Daio Bløg
27/4/2020 às 11h45

 
O Cinema em tempo de fúria

Em tempos como esse que enfrentamos agora, vi muitos filmes ressurgirem. Enquanto Epidemia (1995), de Wolfgang Petersen, volta a ganhar destaque, vi que teve gente mencionando até O Enigma de Andrômeda (1971), de Wise. O fato é que com a impossibilidade de ir ao cinema, chegou a hora de apelar para plataformas de streaming e tirar da aposentadoria o aparelho de DVD e o discos comprados em promoções anos atrás. E foi isso que me levou a um pensamento inquieto que não me deixaria dormir.

Vejamos, sejam filmes exagerado ou não, retratar uma pandemia é contar uma história que permeia entre a tragédia e a esperança, deixando infelizes personagens para trás. Mas indo de encontro aos clássicos que preservo em minha prateleira, e resistindo a Bergman, coloquei para rodar O Anjo Exterminador (1962) de Buñuel. Aqueles que ainda não o fizeram, deveriam, pois embora tenha dividido opiniões em seu tempo, O Anjo é, senão a melhor, uma das melhores obras do cineasta.

Após sair de um concerto, um casal da alta sociedade convida alguns amigos para um luxuoso jantar. Já se estranha quando todos os empregados, com exceção do mordomo, deixam a casa antes do evento. O estranhamento aumenta quando o jantar chega ao fim e, tanto os anfitriões quantos os convidados, se vêm incapaz de deixar o salão e são obrigados a passar a noite no lugar. A situação se agrava no dia seguinte, quando fica claro que não conseguirão ir a lugar algum. A cada minuto o ambiente vai se tornando mais pesado, sem saber o que os prende ali, os personagens vão se desgastando, as máscaras caem e atitude extremas dá início aos conflitos.

Luis Buñuel é um ícone do cinema europeu. Além de seu grande trabalho em O Anjo Exterminador, também criou outras grande obras, como O Cão Andaluz (1929), Viridiana (1961), A Bela da Tarde (1967) e O Discreto Charme da Burguesia (1972), sempre explorando o caráter humano. Isso nos traz outra visão da pandemia que enfrentamos. Ao invés de assistirmos ou discutirmos sobre o inimigo invisível que enfrentamos, proponho que façamos um ensaio sobre o comportamento humano em estado de cárcere. Outros filmes me vêm a cabeça, como o recente O Farol e até mesmo 7 Mulheres (1966) de John Ford.

Uma discussão dessas certamente nos levará a longas viagens pela história de cinema e nos dará algumas horas, quem sabe até dias de discussão. É um exercício interessante e que nos ajudará a nos auto-conhecer e quem sabe até melhorar nossas vidas e atitudes em confinamento. Quem sabe não chegamos a Arte da Discórdia, fato que me ocorreu agora, mas o interessante é que no final cheguemos a um consenso, ou até mesmo a lugar algum.

Ainda em tempo, fico aberto a outras sugestões de filmes que apresentem essa idéia.

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Postado por A Lanterna Mágica
20/4/2020 às 18h03

 
Burca ou albornoz

Os argumentos contra ou favor ao isolamento social, por definição o distanciamento físico entre pessoas, não convenceram aos que menos recursos tem para resistir a Peste chinesa.
(Se a epidemia de gripe foi "espanhola"...)
O Corona virus, na versão oficial.

O noticiário expõe a realidade da tragédia, quando separa os miseráveis dos pobres, por sua vez distanciados dos remediados e prósperos. A mortalidade entre os primeiros é muito maior do que nos dois últimos grupos.

A discussão sobre a atitude rebelde, a insubordinação e discordância quanto a medida "restritiva à liberdade", tem facilitado a polarização e politização do assunto.

A idiotice de alguns, a ignorância e incompreensão tácita de muitos e a necessidade econômica de boa parte dos cidadãos, além da ordinária, imoral e canalha atitude de políticos ambiciosos, vai retardando a eficácia e segurança das recomendações e ações de quem mais entende do assunto: sanitaristas, médicos, e infectologistas.

Proteger o nariz e a boca com máscaras apropriadas, usar luvas, manter a distância entre os circunstantes, não promover ajuntamentos, reuniões, festas, comemorações, nada que aglomere ou aproxime pessoas.

Lavar as mãos adequadamente e repetir os cuidados sempre que usa-las: ao pegar em puxadores, maçanetas, trincos, torneiras, botoneiras de elevadores, cadeiras e assentos, enfim, sempre.
Usou o sanitario?
Pegou a caneta na loterica?
Subiu no ônibus? Desceu?
Abriu a porta do Banco?
Usou o caixa eletrônico?
Pois é.
Lave as mãos muito bem, como se estivesse com nojo do último objeto que tocou. Desinfete com o álcool-gel, não desperdice nem economize.

Não é preciso, por enquanto, usar burca ou albornoz. Mas se você não ajudar, vai usar mortalha, saco preto, um caixote ou o último lençol da casa.

Fique esperto.


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Postado por Contubérnio Ideocrático, o Blog de Raul Almeida
18/4/2020 às 18h54

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