A máquina de guerra da Netflix e Brad Pitt | Relivaldo Pinho

busca | avançada
63818 visitas/dia
2,2 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Diálogos na Web FAAP: Na pauta, festivais de cinema e crítica cinematográfica
>>> Pauta: E-books de Suspense Grátis na Pandemia!
>>> Hugo França integra a mostra norte-americana “At The Noyes House”
>>> Sesc 24 de Maio apresenta programação de mágica para toda família
>>> Videoaulas On Demand abordam as relações do Homem com a natureza e a imagem
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Meu malvado favorito
>>> A pintura do caos, de Kate Manhães
>>> Nem morta!
>>> O pai tá on: um ano de paternidade
>>> Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - I
>>> Contentamento descontente: Niketche e poligamia
>>> Cinemateca, Cinemateca Brasileira nossa
>>> A desgraça de ser escritor
>>> Um nu “escandaloso” de Eduardo Sívori
>>> Um grande romance para leitores de... poesia
Colunistas
Últimos Posts
>>> A última performance gravada de Jimmi Hendrix
>>> Sebo de Livros do Seu Odilon
>>> Sucharita Kodali no Fórum 2020
>>> Leitura e livros em pauta
>>> Soul Bossa Nova
>>> Andreessen Horowitz e o futuro dos Marketplaces
>>> Clair de lune, de Debussy, por Lang Lang
>>> Reid Hoffman sobre Marketplaces
>>> Frederico Trajano sobre a retomada
>>> Stock Pickers ao vivo na Expert 2020
Últimos Posts
>>> Três tempos
>>> Matéria subtil
>>> Poder & Tensão
>>> Deu branco
>>> Entre o corpo e a alma
>>> Amuleto
>>> Caracóis me mordam
>>> Nome borrado
>>> De Corpo e alma
>>> Lamentável lamento
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Morando sozinha II
>>> É Julio mesmo, sem acento
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> A Piauí tergiversando sobre o fim dos jornais
>>> Mário Sérgio Cortella #EuMaior
>>> O Gabinete do Dr. Caligari
>>> Ser intelectual dói
>>> Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge
>>> É Julio mesmo, sem acento
Mais Recentes
>>> Introdução à Crítica do Direito do Trabalho de Tarso Genro pela Lpm (1979)
>>> Virando a Própria Mesa de Ricardo Semler pela Best Seller (1998)
>>> O Segredo das Quatro Letras de Gabriel Chalita pela PlugMe
>>> Elisão Tributária de Diva Prestes Marcondes Malerbi pela Revista dos Tribunais (1984)
>>> Linux - Guia do Administrador do Sistema de Rubem E. Ferreira pela Novatec (2003)
>>> Bellini e os Espíritos de Tony Bellotto pela Companhia das Letras (2005)
>>> O menino e o bruxo de Moacyr Scliar ; Maurício Veneza pela Ática (2007)
>>> Sou João : verdade e diálogo por uma Igreja-comunhão de João Braz Aviz pela Cidade nova (2015)
>>> Elt Pocket Dictionary de Ronald Ridout pela Nelson (1979)
>>> Ensaio Avaliação e Políticas Públicas em Educação 48 Volume 13 Julho Setembro 2005 de Fundação Cesgranrio pela Fundação Cesgranrio (2005)
>>> Relações desumanas no trabalho: da primeira entrevista à aposentadoria de Max Gehringer pela Casa da qualidade (1998)
>>> O Manual do Guerreiro da Luz de Paulo Coelho pela Klick (1997)
>>> Revista de Teatro n. 475 de Aldo Calvet pela Cbag (1990)
>>> Revista de Teatro n. 468 de H.Pereira da Silva pela Sbat (1988)
>>> Revista de Teatro n. 467 de H.Pereira da Silva pela Sbat (1988)
>>> O Processo Tributário - Edição ampliada e atualizada de Cleide Previtalli Cais pela Revista dos Tribunais (1996)
>>> Revista de Teatro n. 466 de H.Pereira da Silva pela Sbat (1988)
>>> Justiça Distributiva e Aplicação de Direito de Plauto Faraco de Azevedo pela Fabris (1983)
>>> O Conto da Ilha Desconhecida de José Saramago pela Companhia das Letras (1999)
>>> Confia filho ... de Pe. Fernando Maria Alvarez de Miranda pela Loyola (1983)
>>> Revista Economia y Sociedad Enero Junio 2016 de Roxana Morales Ramos Editora pela Euna (2016)
>>> Revista de Teatro n. 465 de Sbat pela H.Pereira da Silva (1988)
>>> Direito Internacional Público de Ivo Sefton de Azevedo pela Jurídica/Acadêmica (1982)
>>> A senhora do jogo de Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe pela Record (2009)
>>> Evangelização e libertação de J. B. Libânio pela Vozes (1976)
>>> Revista de Teatro n. 452 (Out.Nov.Dez.1984) de H.Pereira da Silva pela Dalugraf (1984)
>>> Direito Internacional Público de Ivo Sefton de Azevedo pela Jurídica/Acadêmica (1982)
>>> Álbum de Retratos Ferreira Gullar de Por: Geraldo Carneiro pela Folha Seca (2008)
>>> O Direito Penal e o Novo Código Penal Brasileiro de Vladimir Giacomuzzi org. pela Fabris (1985)
>>> Depois da escuridão de Sidney Sheldon e Tilly Bagshawe pela Record (2011)
>>> Legislação Aduaneira comentada - Mercosul, Aladi, Gatt, Dumping, Drawback e Zona Franca de Guilherme A. dos Santos Mendes pela Meta (1995)
>>> Anuário 1918 =1978 Casa dos Artistas de Francisco Moreno pela Gráfica Jóia (1978)
>>> O Leitor de Bernhard Schlink pela Record (2009)
>>> O IPI: Limites Constitucionais de Antônio Mauricio da Cruz pela Revista dos Tribunais (1983)
>>> Segundo Congresso Internacional dos Expoentes na Educação de José Luiz Amalio de Souza Diretor pela Expoente (2002)
>>> Anuário = Casa dos Artistas de Francisco Moreno pela Companhia Brasileira de Artes Gráficas (1981)
>>> Teatro da Juventude de Tatiana Belinky pela Imprensa Oficial São Paulo (1998)
>>> Fortaleza Digital de Dan Brown pela Sextante (2005)
>>> Prêmio Cultura Nacional de Harpia Informática pela Shan (2001)
>>> Inferno de Dan Brown pela Arqueiro (2013)
>>> Núcleo de Drama Turgia = Vol. 4 de Patrícia Kamis pela Sesi Paraná (2010)
>>> O recurso de John Grisham pela Rocco (2008)
>>> O penitente de Isaac Bashevis Singer pela L&Pm (1998)
>>> Biblioteca das Crianças - No País das Fadas de Ana Vieira trad. pela Brasil
>>> Um bebê em casa - um guia prático com informações, dicas e curiosidades, da gravidez ao primeiro aninho. de Chis Flores pela Panda Books (2011)
>>> O Pensamento Político De Érico Veríssimo de Daniel Fresnot pela Graal (1977)
>>> Sobre a Literatura de Marcel Proust pela Pontes (1989)
>>> Poemas Sacros de Menotti Del Picchia pela Martins (1992)
>>> O Grotesco Na Criação De Machado De Assis de Maria Eurides Pitombeira de Freitas pela Presença (1981)
>>> Machado De Assis Para Principiantes de Org. Marcos Bagno pela Ática (1998)
BLOGS >>> Posts

Quarta-feira, 7/6/2017
A máquina de guerra da Netflix e Brad Pitt
Relivaldo Pinho

+ de 1300 Acessos


Reprodução


A mudança em curso da transmissão de conteúdo via streaming, em fluxo contínuo, certamente está transformando o modo de consumo de mensagens, especialmente em relação aos filmes, o que impacta, diretamente, o cinema. Mudou-se o gerenciamento; a guerra é outra.

War Machine, o filme estrelado por Brad Pitt, que estreou mundialmente no último dia 26 na Netflix, faz parte desses conteúdos que a nova tecnologia oferece. A novidade já ocupa, há algum tempo, as discussões em torno de um novo tipo de produção, difusão e consumo imagético.

Já em meados do Século 20, as pesquisas sobre a mídia assinalavam algumas questões que surgiam em relação às características do processo comunicacional massificado. Dentre esses estudos, Paul Lazarsfeld e Robert Merton publicariam, em 1948, seu clássico Comunicação de massa, gosto popular e ação social organizada.

Nesse trabalho, que fundamenta a chamada Teoria Funcionalista da Comunicação, Lazarsfeld e Merton apontam, como um dos problemas causados pela indústria midiática, uma certa tendência a uma “Disfunção narcotizante”.

O uso, por parte do receptor, dos meios de comunicação se daria a um nível secundário, “desempenho substitutivo. Acaba confundindo ‘conhecer’ os problemas do momento com ‘fazer’ algo a ‘seu’ respeito [...]. ‘Está’ preocupado. ‘Está’ informado. Tem todos os tipos de ideias em relação a qualquer coisa a ser feita. Após o jantar, depois de ouvir seus programas de rádio favoritos [o rádio ainda era o meio predominante] e da leitura do segundo jornal naquele dia, chegou a hora de dormir”.

Essas ideias, evidentemente, são, mesmo em seu aspecto geral, bastante conhecidas e serviram aos mais variados propósitos. Mas algumas questões, que se relacionam com esses temas, ainda podem ser colocadas diante da implementação dos novos mecanismos midiáticos, como o streaming.

Os estudos da teoria funcionalista se dão em outro momento. Não se poderia imaginar, por exemplo, que o espectador teria a possibilidade de escolher como, onde e quando ele realizaria o consumo das mensagens. Não se vislumbrava a ideia de que o consumidor não precisasse mais, passivamente, aguardar a mensagem a ser difundida. Era impensável, talvez, que o destinatário tivesse essa autonomia, nesse fluxo comunicacional, no momento de sua recepção.

Como falar de uma disfunção narcotizante nesse cenário? Ainda podemos nos referir a um público massificado e conformista que, agora, consome meios e mensagens em mídias múltiplas? Ainda podemos, com esses tipos de emissão na internet, que se misturam com outros meios de interação, falar de um consumo secundário, exclusivamente substitutivo?

Algumas teorias contemporâneas sobre a comunicação já indicam, há alguns anos, que temos que tratar essas modificações na produção midiática como um sinal de uma mudança estrutural dessa indústria e de seus efeitos.

Estamos diante de uma modificação que pode não significar uma desestabilização completa e sistemática da produção, difusão e consumo de grandes produtos imagéticos de alto custo e com grandes astros, mas que não pode ser ignorada.

Se não há hoje uma guerra de produtores, porque a produção desses artefatos é cada vez mais capaz de se adequar aos diversos meios, estamos diante de uma mudança do campo de batalha, de seus atores e cenários, não desprezível.



Em uma das cenas de War Machine, o general (o protagonista), solitário, antes de dormir, está deitado em sua cama. A câmera se aproxima, lentamente. O enquadramento nos mostra que ele lê um livro sobre gerenciamento. Ele suspira. Sabe que sua guerra está perdida.

Mas a máquina de guerra da Netflix, estrelada por Brad Pitt, não. É um dos capítulos dessa história. Como filme - sarcástico e irônico, sobre os bastidores políticos e midiáticos da presença norte-americana no Afeganistão; longe de ser um desastre; longe de ser um Dr. Fantástico (Stanley Kubrick, 1964) - talvez pouco importe.

O fato de ser uma grande produção, estrelada por um ícone do cinema atual (também produtor do filme) e não depender do retorno das bilheterias, marca muito mais o consumo de grandes produtos imagéticos nessa contemporaneidade, do que a história da estética cinematográfica.

Estratégias de guerra costumam ser lógicas. A guerra, talvez, não esteja declarada. Nesse ultimato, gerencia-se e adapta-se a produção; adapta-se e gerencia-se a estética.


Relivaldo Pinho é escritor, pesquisador e professor.


Texto publicado em O Liberal, 05 de junho de 2017, p. 2.


Postado por Relivaldo Pinho
Em 7/6/2017 à 00h03


Mais Relivaldo Pinho
Mais Digestivo Blogs
Ative seu Blog no Digestivo Cultural!

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




O QUE É HISTÓRIA
VAVY PACHECO BORGES
BRASILIENSE
(1981)
R$ 15,00



PAPERS RELATING TO THE PITUITARY BODY, HYPOTHALAMUS AND PARASYMPATH...
HARVEY CUSHING
CHARLES C THOMAS
(1932)
R$ 575,00



AS VIAGENS DE RAONI
PEDRO VELUDO
MIGUILIM
(2013)
R$ 5,00



A TECNICA DA COMUNICAÇÃO HUMANA
J. R. WHITAKER PENTEADO
PIONEIRA
(1964)
R$ 7,00



FICADAS E FICANTES
ANGÉLICA LOPES
ROCCO
(2010)
R$ 5,00



MICROECONOMIA EM AÇÃO
GODOI, ALEXANDRA STROMMER DE FARIAS , CAVALIERI, CLÁUDIA HELENA , FERNANDES, GUSTAVO ANDREY DE ALMEIDA LOPES , SERGIO, GOLDBAUM
EDITORA ÉVORA
(2018)
R$ 130,00



ANUÁRIO ESPERANTISTA 1967
VÁRIOS
COOPERATIVA CULTURAL DOS ESPERANTISTAS
(1967)
R$ 8,00



AGNUS DEI
JU COSTA
JULIANA COSTA
(2012)
R$ 29,00



CREDO CATTOLICO CREDO PROTESTANTE
J. FRANCIS & J. FALLON
PAULINE
(1957)
R$ 79,02



A SAGRADA FAMÍLIA
MARX & ENGELS
MORAES
(1987)
R$ 25,00





busca | avançada
63818 visitas/dia
2,2 milhões/mês